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Juara/MT - 27 de Junho de 2017
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Empresa de fachada deve R$ 3 bilhões a Mato Grosso

Imagem:Reprodução


 CAROL SANFORD


O procurador-geral do Estado, Rogério Gallo, revelou que apenas uma empresa com sede em Mato Grosso é responsável por uma dívida de R$ 3 bilhões com o Estado. As investigações da Procuradoria apontaram, no entanto, que a Santa Cruz Indústria e Comércio de Produtos Agrícolas é uma empresa de fachada.A Santa Cruz tem registro em Primavera do Leste e foi fundada em 1994. Conforme Gallo, a empresa também é investigada em São Paulo.“Ela prejudicou o fisco de Mato Grosso e prejudicou o fisco de São Paulo porque todas as operações eram de São Paulo. Gerava créditos lá, transferia para empresas paulistas e esse crédito com essas empresas paulistas diminuía a arrecadação do ICMS também do Estado de São Paulo”, afirmou o procurador, em entrevista à Rádio CBN.“A empresa não possui patrimônio, e os donos registrados também não possuem bens para que o Estado possa cobrar os impostos e taxas em atraso”, comentou Gallo, reforçando que o Estado somará esforços com os órgãos paulistas na investigação.

Gallo explicou que a PGE investiga a Santa Cruz desde janeiro e busca os verdadeiros proprietários.“Eu sempre disse que não é uma empresa grande do setor agrícola, é de fato uma empresa que foi constituída para operar durante um determinado tempo e, infelizmente, ela encerrou suas atividades e gerou esse passivo para o Estado”, pontuou o procurador.Ao total, Mato Grosso possui mais de R$ 30 bilhões em débitos cadastrados como dívida ativa, ou seja, valores devidos por pessoas e empresas. Os valores poderiam bancar quase dois anos e meio de receita própria do Estado, cujo orçamento anual é de R$ 12 bilhões.O problema, segundo Rogério Gallo, é que boa parte dos débitos não poderão ser recuperados, pois tratam-se dos créditos podres, cujos devedores afirmam não ter condições de arcar com a quitação do débito.“A meta que eu coloquei é a de arrecadar R$ 300 milhões com essa estrutura de inteligência da procuradoria, sendo que em 2016 já conseguimos R$ 70 milhões”, afirmou.

Gallo defendeu que o Estado endureça o tratamento com os grandes devedores.“Não dá para tratar um devedor de R$ 5 mil com o mesmo critério que um de R$ 3 bilhões. Um é crime organizado, é uma fraude estruturada e pensada para fraudar o fisco, e o outro é um devedor eventual do Estado, por contingência da crise. Para este, você tem que oferecer uma solução”, concluiu.

 

 




Fonte: Reporter MT
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