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Juara/MT - 19 de Junho de 2018
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 Mato Grosso
     
Produtores cobram desburocratização do crédito em MT

 Karine Miranda, repórter do GD


 

 A Política agrícola e econômica desenvolvida pelo Governo Federal é um dos temas debatidos, na tarde desta segunda-feira (12), no evento  realizado pelo Grupo Gazeta de Comunicação, o Gazeta Agro.Os representantes das entidades do agro iniciam o debatem sobre de que maneira é possível desburocratizar o sistema de acesso ao crédito, bem como viabilizar a política  para que facilite a vida do produtor não só em Mato Grosso, mas em todo país.O secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Neri Geller, aponta a importância da discussão e destaca que houve investimento 12% maior em relação ao ano passado, que contempla a indústria e equipamento agrícola.

Apesar disso, o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Normando Corral, questiona os excessos de exigências aos produtores. Ele cita a necessidade de certidão para os produtores sobre a outorga da água mesmo quando o uso é insignificante, exigência das instituições financeiras para que se obtenha crédito.O representante do Banco do Brasil, Marco Tulio, esclarece que é uma exigência necessária, mas destaca que a certidão pode ser obtida por meio da internet. Já o presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão(Abrapa), Arlindo de Azevedo Moura, requer a alteração da lei de produção de cultivares, bem como a evolução das normativas que regula os registros defensivos a fim de reduzir os custos de produção no campo.

 

Ele cita a qualidade do algodão produzido e ressalta que, no ano passado, foram produzidos 1725 kg de pluma de algodão por hectare enquanto o mercado americano produziu 930 kg por hectare, cerca de 80% a menos que a produção brasileira.O secretário de Política Agrícola, Neri Geller, afirma que possui consciência da importância de mudar a sistemática para liberação do defensivo agrícola, assim como a lei sobre cultivares. Mas destaca que  isso depende de uma mudança da legislação.O presidente da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Marco Tulio Duarte Soares, questiona de que maneira poderá ser feita a redução das taxas de juros dos programas de financiamento. Em resposta, o secretário Geller diz que trabalha para que haja essa redução e cita que existe R$ 9 bilhões para gastar com equalização, em razão da queda da taxa Selic e da inflação, que reduziu os custos.“Estamos fazendo os estudos, levantando os dados já para redução da taxa de juros. E vamos ganhar porque temos argumento. O agronegócio contribuiu muito para a economia. Nós vamos sentar com o setor para discutir pontos específicos de alguns programas. (...) Não vamos citar quanto para não criar expectativa, mas vemos que há espaço para essa redução”, disse o secretário.

O presidente Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja), Antonio Galvan, criticou mais uma vez a necessidade de certidão de outorga irrelevante de água e pede que o documento seja dispensado pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema).

 

Além disso, ele lembra que Mato Grosso é o maior celeiro de soja e milho e, por isso, requer o Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA)  especifico para a pequena e média propriedade, voltados para pequenos núcleos e não só para um produtor. Ele sugeriu, inclusive, a aplicação de uma taxa de 2,5 % para produtores de fora do eixo da BR-163.Neri Geller se propôs a sentar com representantes da Sema para verificar sobre a certidão de outorga da água e também sinalizou positivamente quanto a taxa de 2,5 % para o PCA. “Vamos levar isso. Acho que podemos dar uma taxa de 2,5% diferenciada das demais. Estamos aqui para destravar problemas e gargalos que, principalmente, atrapalham o acesso ao crédito”, afirmou.O representante da Associação Mato-grossense dos Criadores de Ovinos (Ovinomat), Antônio Carlos Carvalho, também requereu uma linha de crédito para pequenos produtores e criticou o excesso de documento para a liberação de crédito. “Todo ano somos sujeitos a arrumar mais um papelzinho que não serve para nada”, ressaltou.

Neri afirmou que, no ano passado, foi contemplado o financiamento de custeio e retenção de matrizes da ovinocultura nos mesmos moldes da pecuária. Já Marco Tulio, do Banco do Brasil, disse que a linha pode ser feita por meio do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO).

Encerramento – Ao final do evento, o representante do Banco do Brasil, Marco Túlio, ressaltou que a instituição é a “casa do produtor rural” e que está à disposição do produtor para esclarecer as dúvidas postas.  Avaliou que muitas das questões podem ser sanadas. “A solução da crise vem do campo e nos apoiamos o agronegócio. Somos o banco que mais investe no produtor. Estamos em todos os momentos e, muito do que foi posto aqui, será analisado”, ressaltou.Já o secretário Neri geller agradeceu as entidades e destacou a importância do evento para o fortalecimento e a viabilização do setor. “Esse debate é de extrema importância. Saio fortalecido ao  fazer esse debate em aberto. Temos distâncias dentro do Estado e estaremos sempre presentes para ajudar a melhorar o que precisa ser melhorado”, encerrou.

 




Fonte: Gazeta Digital
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