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Juara/MT - 30 de Maio de 2017
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Ex-amante quebra silêncio e diz ser vítima de ato ardil e sorrateiro em MT

 A ex-servidora comissionada do Estado, Tatiana Sangalli, que teria sido um dos alvos de interceptações telefônicas ilegais, revelou ter sido amante do ex-secretário-chefe da Casa Civil, Paulo Taques, durante seis anos. Ela afirmou ter sido vítima de “um ato ardil e sorrateiro” ao ter dois números telefônicos incluídos irregularmente em pedido de quebra de sigilo autorizado pela Justiça.


Tatiana Sangalli teve o nome incluído no esquema criminoso que teria grampeado ilegalmente, ao menos, 120 pessoas no Estado, desde 2014. O caso foi denunciado pelo procurador Mauro Zaque à Procuradoria Geral da República (PGR), em janeiro deste ano. Além da ex-amante de Paulo Taques, também teriam sido alvos da irregularidade políticos com mandatos, assessores, advogados, jornalistas, policiais, entre outros.O suposto esquema é denominado "barriga de aluguel". Nele, o Núcleo de Inteligência da Polícia Militar solicitava interceptações de eventuais criminosos – no caso, uma quadrilha de tráfico de drogas e, posteriormente de assaltantes – e incluía nomes de outros alvos, que não tinham relação com os crimes. Na denúncia encaminhada por Zaque, é relatado que os grampos eram solicitados a um juiz de Cáceres pelo Ministério Público Estadual, com base em pedidos da Inteligência da PM.De acordo com informações de bastidores, membros do alto escalão do Executivo Estadual estariam envolvidos no esquema das interceptações ilegais. Paulo Taques é apontado como um dos líderes dos pedidos irregulares de quebra de sigilos. No entanto, ele nega qualquer participação na fraude.

Por meio de comunicado enviado ao site O Independente, nesta quinta-feira (18), Tatiana comentou sobre o fato de ter sido supostamente alvo das interceptações telefônicas. Ela confirmou que manteve relacionamento com o ex-secretário Paulo Taques e acredita que isso tenha feito com que tivesse sido grampeada. “Esclareço que mantive um relacionamento amoroso com o ex-secretário-chefe da Casa Civil entre os anos de 2009 até o início de 2015, sendo que, talvez por isso, tenha sido alvo de escutas ilegais”, justificou a ex-servidora em nota encaminhada ao site O Independente.A ex-servidora cobrou que os fatos sejam apurados de modo contundente e que sejam encontradas as respostas para os crimes e os autores dos delitos. “Dois telefones que eram de minha propriedade e uso nos anos de 2014 e 2015 foram incluídos em um processo judicial que tramita na comarca de Cáceres, como se eu fosse membro de uma organização criminosa de tráfico de drogas, sendo que jamais tive qualquer envolvimento com os policiais militares nos processos mencionados. Exijo, sim, que se apure a fundo esse crime praticado”, contou.Ela afirmou que recorrerá à Justiça para ser indenizada pelos crime do qual teria sido vítima. “Não permitirei, em hipótese alguma, que meu nome seja usado para encobrir crimes de quem quer que seja, posto que sou vítima de um ato ardil e sorrateiro. Buscarei na Justiça a reparação dos danos que eu e minha família estamos sofrendo por atos injustos e abusivos”, relatou.

Tatiana ainda criticou notícias veiculadas na mídia, que apontavam que ela também seria amante do ex-bicheiro João Arcanjo Ribeiro e de um senador do Estado. “Esclareço ainda que nunca tive qualquer envolvimento com João Arcanjo, exceto o fato de ser amiga de sua filha, Kely, assim como nunca tive qualquer relacionamento com qualquer senador da República”, garantiu.A ex-servidora acredita que as notícias sobre outros possíveis relacionamentos teriam sido divulgadas com o objetivo de tirar o foco da denúncia sobre as interceptações telefônicas ilegais. “Tais notícias visam apenas denegrir minha imagem, distorcendo fatos e buscando que se desviem do objeto maior que deve ser investigado: escutas ilegais e clandestinas com interesses pessoais, utilizando de cargos públicos e de membros de outros poderes”, destacou.

GRAMPOS ILEGAIS

O esquema de interceptações telefônicas criminosas gerou repercussão nacional e foi alvo de reportagem do programa “Fantástico”, da Rede Globo. O caso gerou imbróglios políticos. Logo que a situação veio à tona, Paulo Taques deixou o cargo de secretário-chefe da Casa Civil. Apesar de as notícias apontarem que o primo pudesse estar ligado ao esquema, o governador afirmou que o ex-membro de seu staff deixou a função para voltar à advocacia. O ex-secretário tornou-se o responsável pela defesa do chefe do Executivo Estadual no caso das interceptações telefônicas criminosas.Na denúncia encaminhada por Zaque, o promotor de Justiça afirmou que Taques cometeu o crime de prevaricação, por saber do esquema criminoso e não fazer nada para impedi-lo. O governador, porém, negou que soubesse das escutas ilegais que eram autorizadas na comarca de Cáceres.Na terça-feira (16), o tucano protocolou denúncia contra Zaque no Ministério Público Estadual, na PGR e no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). Nos documentos, o chefe do Executivo estadual acusou o promotor de cometer os crimes de falsificação de documento público, prevaricação, em razão de ter deixado de praticar ato de ofício, e denunciação caluniosa.




Fonte: Folhamax
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