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Juara/MT - 18 de Setembro de 2018
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 Mato Grosso
     
Em 17 anos, mais de 400 pessoas morreram vítimas de hepatite em MT

 Pelo menos 402 pessoas morreram em Mato Grosso vítimas de hepatites virais entre os anos 2000 e 2016, segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde. Quando a causa da morte foi hepatite associada a outros fatores, o número de mortes sobe para 654, conforme o levantamento.O balanço do Ministério da Saúde foi divulgado na semana passada, quando ocorreu o lançamento do plano pactuado pelo governo federal com os estados e municípios a fim de eliminar a hepatite C no Brasil até 2030.Apesar do levantamento apontar a hepatite C como a responsável pela maior parte dos óbitos por hepatites virais no país – e a terceira maior causa de transplantes hepáticos –, em Mato Grosso, a hepatite B foi a protagonista do maior número de mortes entre 2000 e 2016, sendo a causa básica da morte de 187 pessoas e a causa associada em outras 114 mortes, totalizando 301 ocorrências nesse período.Já a hepatite C consta em 299 mortes registradas no período analisado pelo Ministério da Saúde - sendo a única responsável por 175 dos óbitos registrados.As hepatites virais dos tipos A e D são aquelas que causaram um número menor de mortes no estado dentro do período recortado pelo governo federal. Enquanto a primeira foi a única causa da morte de 29 pessoas e a razão associada da morte de outras 12 pessoas, a segunda foi responsável por 11 mortes no período analisado e a causa associada de outras duas mortes.


Tipos de hepatites

A hepatite A é transmitida por meio de água e alimentos contaminados por fezes ou pelo contato da mão suja de fezes com a boca.Já as hepatites B e C são transmitidas por meio do sexo sem proteção e no compartilhamento de seringas, agulhas ou qualquer outro objeto cortante ou perfurante.A hepatite D também é transmitida pelo sangue e, da mesma maneira que os vírus B e C, exige cuidado com o compartilhamento de objetos, como escovas de dentes, seringas, depiladores e barbeadores portáteis.No caso das hepatites B e D, a transmissão também pode ocorrer da mãe infectada para o filho durante a gestação, o parto ou a amamentação.

Prevenção

De acordo com o governo federal, a vacina para hepatite A está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS), sendo oferecida no calendário nacional de vacinação para crianças a partir de 15 meses a 5 anos de idade incompletos.A vacina para hepatite B está disponível no SUS para todas as pessoas. Na criança, é dada em quatro doses, sendo a primeira ao nascer. Nos adultos, que não se vacinaram na infância, são três doses.Conforme o Ministério da Saúde, foram distribuídas 18 milhões de vacinas para todo o país no ano passado e, atualmente, 31,1 mil pacientes estão em tratamento para a doença.A hepatite C acomete, principalmente, os adultos acima de 40 anos. O tratamento com os antivirais de ação direta encontra-se disponível no SUS desde 2015 e apresenta taxa de cura superior a 90%.A hepatite D depende da presença do vírus do tipo B para infectar uma pessoa e, como o vírus precisa do outro tipo para reproduzir, as formas de evitá-la são as mesmas do tipo B, inclusive com a vacinação contra a hepatite B.




Fonte: G1MT
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