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Juara/MT - 20 de Agosto de 2017
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Fant√°stico exp√Ķe "escrit√≥rio da arapongagem" em MT e investiga√ß√£o da PGR

 CLÁUDIO MORAES 


 

Em uma reportagem com duração de cerca de seis minutos, o "Fantástico", exibido em rede nacional pela Rede Globo, revelou a existência de um esquema ilegal de gravação de ligações telefônicas. Advogados, políticos, médicos, funcionários públicos e jornalistas estavam no alvo dos grampos feitos pela Polícia Militar.

De acordo com relatório obtido pelo repórter Maurício Ferraz, os grampos foram solicitados através de um esquema conhecido como "barriga de aluguel" no ano de 2015. A época, o Ministério Pùblico Estadual emitiu o parecer e a Justiça autorizou a escuta de traficantes que estuavam na região Oeste de Mato Grosso.

Os telefones de pessoas que não eram investigadas neste caso acabaram sendo incluídos. "A pessoa quer intercepetar um advogado, político ele coloca no inquérito traficante de tal, mas é inserido o nome da autoridade. O promotor nem o juiz tem como checar os dados e isso é autorizado", explicou o promotor e ex-secretário de Segurança Pùblica, Mauro Zaque, ao contar que recebeu uma denúncia anônima.

Zaque comentou que levou os documentos para o governador Pedro Taques (PSDB) em outubro de 2015 tratando da existência de um "escritório clandestino de espionagem". No entanto, o chefe do Executivo negou que tivesse sido comunicado pelo ex-secretário sobre os "fatos gravíssimos" porque o ofício protocolado tratava-se de um caso envolvendo recuperação de estradas.

Um dos grampeados mostrados na reportagem foi o advogado José Patrocínio, que atuou como coordenador jurídico da campanha do ex-vereador por Cuiabá, Lúdio Cabral (PT), ao Governo do Estado em 2014, que foi derrotado pelo governador Pedro Taques (PSDB). "Fiquei perplexo. Possivelmente algum tipo de retaliação ou monitorar os atos de algum cliente meu", assinalou.

O esquema de arapongagem usava apelidos ligados as autoridades como no caso da deputada estadual Janaína Riva (PMDB), que é chamada de "Janair". "Eu já suspeitava disso. Fui vítima de alguns ataques nas redes sociais", ao ler trechos do relatório em que é apontada como uma "traficante de alta periculosidade".

Outro espionado foi o jornalista José Marcondes, o "Muvuca". "Fui grampeado por enfrentar as forças políticas", assinala.

A matéria ainda citou que uma mulher que tinha relacionamento amoroso com o ex-secretário da Casa Civil, Paulo Taques, acabou sendo alvo das escutas ilegais. No entanto, Paulo Taques, que deixou o cargo na última quinta-feira, negou ter dado a ordem para que houvesse o grampo ilegal.

O advogado também disse que sua saída não teve relação com o "Fantástico". Ele explicou que a decisão já havia sido tomada.

O presidente do Tribunal de Justiça, Rui Ramos, e o procurador Geral de Justiça, Mauro Curvo, também negaram que as instituições tivessem participado do esquema. Já a Polícia Militar esclareceu que o caso vem sendo investigado.

Ao final, a reportagem mostra que a Procuradoria Geral da República investiga se o governador tinha conhecimento dos grampos ilegais.




Fonte: Folhamax
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