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Juara/MT - 28 de Maio de 2017
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Promotor diz que deixou Sesp por Taques n√£o ter demitido envolvidos nas arapongagens

 Alexandra Lopes 


 

O promotor do Ministério Público e ex-secretário de Segurança Mauro Zaque disse, por meio de nota, que deixou o governo Pedro Taques (PSDB) porque o tucano não demitiu as pessoas envolvidas no esquema de espionagem. Zaque reforça que levou ao governador, em outubro de 2015, a documentação que provava a possível existência de grampos clandestinos sendo operados por agentes públicos ligados ao Executivo, "ao mesmo tempo em que solicitei a exoneração imediata dos possíveis envolvidos”, diz trecho da nota. Contudo, Mauro Zaque disse que percebeu  que  Taques não iria exonerar tais pessoas, então decidiu deixar o governo e retornar ao Ministério Público. “Cumpri com o meu dever de promotor e de cidadão. Não investiguei ou sequer acusei ninguém. Submeti à apreciação de sua Excelência o Procurador-Geral da República para (tomar) as providências que entender pertinentes”, pontuou em outro trecho. O promotor finaliza a nota dizendo que jamais pactuaria com ações rasteiras  covardes “e, por que não dizer criminosas”. Mauro Zaque concedeu entrevista ao Fantástico, ao qual confirmou que Taques tinha conhecimento de todo o esquema. O programa foi exibido hoje, mas as informações vieram à tona na quinta. No mesmo dia, o ex-secretário da Casa Civil Paulo Taques pediu demissão. Ele é suspeito de envolvimento com a arapongagem.

Íntegra da nota

Sobre os últimos acontecimentos, preciso considerar os seguintes pontos: 

1. enquanto Secretário de Segurança tomei conhecimento da possível existência de grampos clandestinos sendo operados por agentes públicos ligados ao executivo; 

2. promovi uma checagem inicial e constatei que realmente autoridades, advogados, autônomos, políticos poderiam estar sendo vítimas desse esquema criminoso; 

3. com documentação probatória, levei os fatos ao conhecimento do Governador Pedro Taques no início de outubro de 2015, ao mesmo tempo em que solicitei a exoneração imediata dos possíveis envolvidos; 

(Solicitar a exoneração daqueles possíveis envolvidos em uma situação criminosa gravíssima como essa, longe de se configurar extorsão, constitui DEVER de todo agente público.)

4. ao perceber que o Governador Pedro Taques não iria exonerar tais pessoas, decidi então deixar o Governo e retornar ao MP; 

5. cumpri com o meu dever de Secretário, de Promotor e de cidadão. Não investiguei ou sequer acusei ninguém. Submeti à apreciação de sua Excelência o Procurador-Geral da República para as providências que entender pertinentes. 

6. eu jamais me permitiria pactuar com ações tão rasteiras, covardes e, por que não dizer, criminosas (grampear advogados, políticos, etc...). 

Finalmente, tais atos constituem um atentado contra toda a sociedade, devem ser investigados em sua plenitude e responsabilizados os autores com todo rigor. 

Este é um momento sombrio que manchará para sempre a história de Mato Grosso. 

    

 




Fonte: RDNEWS
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