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Juara/MT - 23 de Outubro de 2017
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Deputado de MT nega participação em esquema na Seduc e diz que ação é baseada em argumentos falsos

 O deputado estadual Guilherme Maluf recebeu com “estranheza” a denúncia do Ministério Público sobre suposto esquema criminosos na Secretaria de Educação de Mato Grosso.  O parlamentar considera  que durante toda a investigação não foi apresentada nenhuma prova em seu desfavor.As informações foram divulgadas pela assessoria de imprensa do deputado. Maluf contesta com veemência a tese de ”embaraçamento” da investigação ou tentativa de intimidação de qualquer dos acusados. Segundo o Parlamentar, o argumento falso utilizado por um deles para sair da cadeia.“O deputado Guilherme Maluf reafirma que não tem envolvimento com qualquer possível irregularidade ocorrida na secretaria de Educação e que confia na justiça, onde comprovará sua inocência, salientou o deputado.


A defesa de Moluf, patrocinada pelo advogado Hélio Nishiyama, envio a seguinte resposta ao Olhar Jurídico: "Desconheço os termos da suposta denúncia. O que eu posso dizer é que a investigação é temerária porque está lastreada na versão contraditório e não comprovada de colaboradores. Não há um único elemento probatório capaz de subsidiar a suposta denúncia do MPE".

O caso

O Ministério Público do Estado de Mato Grosso ofereceu nesta terça-feira (11) denúncia contra o deputado estadual Guilherme Maluf por organização criminosa, corrupção passiva (20 vezes) e embaraçamento da investigação.A denúncia criminal é desdobramento da Operação Rêmora, realizada pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco).Consta na denúncia, que o deputado estadual teve a mesma participação de Alan Maluf na organização criminosa.Ele é acusado de integrar o núcleo de liderança da organização, sendo beneficiário direto de parcela da propina arrecadada, além de se valer das influências políticas proporcionadas pelo cargo eletivo para promover as articulações necessárias para o desenvolvimento dos esquemas criminosos voltados para solicitação e recebimento de propinas.Conforme o MPE,  o núcleo de liderança da organização tinha ainda a participação do ex-secretário de Estado de Educação, Permínio Pinto Filho. Segundo o MPE, foi Alan Maluf que articulou junto ao ex-secretário de Educação a inserção de Giovani Belatto Guizaardi, pessoa de sua confiança com quem guarda parentesco, na condição de operador de cobrança e recebimento de vantagens ilícitas relacionadas a obras públicas da Seduc, garantindo assim o pleno controle sobre as atividades ilícitas do grupo delituoso.“Foram as tratativas coordenadas de Alan Maluf e de Guilherme Maluf que garantiram a ‚Äúcircusncrição‚Äú sobre o cargo de superintendente de Acompanhamento e Monitoramento da Estrutura Escolar – posto estratégico dentro da Seduc que garante o mecanismo de pressão sobre os empreiteiros para pagamento da propina, bem como de controle sobre tais pagamentos – em relação às nomeações tanto de Wander Luiz dos Reis quanto de Moises Dias da Silva”, diz a denúncia.

Sombra 

 Segundo o Ministério Público, as investigações demonstram que Permínio Pinto Filho, Alan Maluf e Guilherme Maluf se mantinham “nas sombras”, comandando e agindo por pessoas interpostas que se encontravam nas demais camadas da organização. “As investigações demonstram que Giovani Belatto Guizardi é o “testa de ferro” dos aludidos servidores públicos, bem como de Alan Maluf e de Guilherme Maluf, é a pessoa quem faz o trabalho sujo a fim de ocultar a identidade dos verdadeiros solicitantes / recebedores da propina”, acrescentou.Conforme o MPE, a  organização era composta pelos núcleos de lideranças, agentes públicos, operações e de empresários. Todos os integrantes do grupo já foram denunciados e já respondem a ações penais.Na denúncia oferecida nesta terça-feira pelo NACO, além do deputado Guilherme Maluf, também foi denunciado o seu segurança por embaraçamento de investigação, Milton Flávio de Brito Arruda. Segundo o MPE, após a deflagração da primeira fase da operação Rêmora, a fim de garantir que Giovani Belatto Guizardi não revelasse sua atuação aos investigadores, Guilherme Maluf buscou intimidá-lo, utilizando-se para tanto, o seu segurança que é agente penitenciário  do Serviço de Operações Especiais e que, a época do fato, estava cedido à Assembleia Legislativa.




Fonte: Olhar Direto
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