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Juara/MT - 25 de Junho de 2018
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"Meu pai foi um herói. Ele salvou três vidas", diz filha de prefeito executado em Colniza

Imagem:Reprodução


 LUIS VINICIUS do HIPERNOTÍCIAS


“Meu pai foi um herói. Nós o perdemos, mas ele salvou três vidas que estavam no carro no dia do assassinato”. Esse é o relato de Ana Franciely Mendes, filha do prefeito Esvandir Antonio Mendes, o Vando Colnizatur (PSB), de 61 anos, que foi brutalmente assassinado no dia 15 de dezembro, na Zona Rural da cidade de Colniza (1.065 km de Cuiabá). Em entrevista exclusiva ao HiperNotícias, ela disse perdoar os assassinos, mas que a família queria saber o que de fato motivou a morte do prefeito. Franciely contou à reportagem que, no momento do crime, além do seu pai, estavam na caminhonete o seu marido, a primeira-dama do município, Rosemeire Costa e o secretário municipal de Finanças, Admilson Santos Ferreira. A filha de Vando disse que a intenção dos criminosos era fazer uma verdadeira chacina e executar todos que estavam com o seu pai naquela oportunidade.

Segundo a entrevistada, o prefeito, mesmo sendo perseguido a balas, continuou dirigindo e conseguiu salvar os outros passageiros, pois fez manobras arriscadas e só parou ao bater num posto de gasolina.  “Meu pai foi um herói. Porque todo mundo que estava no carro contou que os criminosos queriam matar todos. Foi uma perseguição. Era para ter sido todos assassinados. Todos. Meu pai era muito bom de volante. Ele gostava muito de dirigir, tanto é que ele nem tinha motorista, era sempre ele que fazia essas viagens. Ele fazia questão de dirigir, sempre gostou muito. Então, as pessoas que estavam no carro contaram que devido as manobras que ele fez, para despistar os criminosos, foi possível salvar as outras vidas. O lado bom de tudo isso, é que a gente não perdeu uma pessoa. Na verdade, nós ganhamos mais três vidas para continuar vivendo conosco”, disse a mulher emocionada.

 

Perguntada sobre o sentimento da morte de seu pai, Franciely disse que é de indignação e que espera saber, o que de fato, motivou o assassinato de seu pai.“Nós da família temos conversado muito nessa semana que se passou. E o que eu posso dizer que o nosso sentimento é de indignação com toda essa situação. Mas, eu e a esposa do meu pai, encontramos os assassinos quando eles foram presos e nós temos um sentimento de compaixão. Nós não sentimos raiva ou ódio daquelas pessoas. O que fica de verdade, é que nós queremos saber o porquê desse assassinato. Porque essas pessoas fizeram isso com ele? Eles não sabem o que fizeram com a nossa família. Meu pai era um ótimo pai, um ótimo avó, eles acabaram com a nossa vida”, indignou-se.Franciely afirmou à reportagem que seu pai só tinha dívida com banco e negou que o motivo da sua morte era pendências de campanha eleitorais.

“Eu já vi matéria na mídia, inventando mentiras, falando que meu pai tinha dívida de campanha. Ele não tinha esse tipo de dívida. Quando saiu algumas matérias, nós da família demos risada, porque a única divida que ele tinha era com o banco, que acho que todo mundo tem. Ele nunca foi atrás de agiotas. A campanha dele foi feita sem dinheiro, com ajuda de pessoas aqui da cidade. As pessoas daqui da cidade ajudaram e muito para que ele pudesse ser eleito. Então, essa história de que ele tinha dívida de campanha, é mentira”.Passados sete dias, Franciely contou que a polícia orientou que as pessoas de sua família se afastassem até que tudo fosse esclarecido. 

 

“A polícia nos orientou a nos manter afastado por um tempo. Nós estamos com escolta policial, a polícia vem cuidando da gente, tanto eu quanto a esposa do meu pai e o secretário que foi baleado. A polícia acredita que é bom a gente tomar esse cuidado de não estar diretamente lá, de se cuidar mais. Logo após o crime, nós fomos para Ji-Paraná, mas depois saímos de lá e não podemos nem dizer onde nós estamos. Cada um de nós da família, fomos para um local e hoje nem sei dizer onde que a minha família está. O que a gente tem feito, é mantido contato pelo WhatsApp para saber como que cada uma está, mas não podemos dizer onde estamos". 

Perguntada se pretende voltar para Colniza, a entrevistada alegou que não pretende voltar à cidade, e que só veio para Mato Grosso a pedido de seu pai.“Não, a gente não pretende retornar para Colniza. Nós estávamos morando em Colniza, por causa do meu pai. Ele sempre queria a família junto, ele queria a família unida, então a gente foi se adequando e fomos morar com ele. Cada parte daquela cidade lembra meu pai. Então, nós não vemos mais graça de ficar naquele lugar. Ele batalhou muito por aquela cidade. Quando a gente vê Colniza, a gente vê ele. É muito triste saber que foi naquela cidade que foi tirada a vida do meu pai. Além de perdê-lo, a gente perdeu amigos próximos que a gente tinha feito. Então, foi muito difícil todos esses dias. Mas hoje, com certeza não teríamos condições de voltar para Colniza.

A reportagem pediu que Franciely desse um recado para o novo prefeito, Celso Leite Garcia, o Celso da Cacique (PT), que assumiu nesta semana a cidade. Então, a mulher pediu para que o novo chefe do Executivo continue o trabalho do seu pai com a coragem e a honra que ele sempre teve.“Eu queria que esse novo prefeito tivesse a coragem e a honra do meu pai. O meu pai amava demais essa cidade de Colniza. Então, eu acho que esse município merece uma boa administração. No entanto, Colniza vem sofrendo com essas mortandades desnecessárias e que acabam caindo no esquecimento. Eu quero que esse novo prefeito continue trabalhando na linha de honrastes do meu pai. O meu pai fez muita coisa pelo município e espero que ele continue esse belo trabalho que meu pai exerceu pela essa cidade.  

Por fim, a reportagem perguntou se Franciely possui pretensões políticas, mas a administradora disse que pretende pensar nisso daqui um tempo.“É difícil dizer isso agora, mas era uma ideia que meu pai tinha para mim, mas nesse momento é muito difícil pensar nesse assunto. Mas era uma ideia dele, uma ideia nossa. Vou esperar a poeira baixar e vamos pensar no assunto. Mas ainda não decidi nada sobre isso”, concluiu. 

O crime

A caminhonete onde o prefeito estava foi perseguida por cerca de quinze quilômetros na rodovia BR-174. O prefeito, que dirigia o veículo e estaria voltando de Cuiabá, tentou escapar da perseguição e dos tiros, mas foi alcançado na entrada de Colniza, bateu o veículo e não resistiu aos ferimentos provocados pelos tiros.O carro parou em um posto de gasolina. Vando além de político, era empresário do setor de transportes. Ele era proprietário de uma empresa de ônibus. Nas eleições de outubro de 2016 foi reeleito com 51,14% dos votos.

Três foram presos

Na tarde de sábado, três homens foram presos suspeitos de executar o prefeito de Colniza. As prisões foram efetuadas pelo Grupo Armado de Resposta Rápida (Garra) da Polícia Civil. Os suspeitos, identificados como Zenilton Xavier de Almeida, Antônio Pereira Rodrigues Neto e Welisson Brito Silva foram presos em uma estrada entre os municípios de Juruena e Castanheira, a 893 km e 780 km de Cuiabá, respectivamente.Antônio é morador de Colniza e apontado como o suposto mandante do crime, tendo também participado da execução do prefeito, segundo a polícia. Ele teria contratado os dois comparsas no Pará para participarem da ação. Eles teriam recebido R$ 60 mil para cometerem o crime.




Fonte: Hiper Noticias
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