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Juara/MT - 17 de Janeiro de 2018
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 PolĂ­tica
     
Reportagem da Folha de SĂŁo Paulo lembra escĂąndalos e cita que Taques tem pouquĂ­ssimos aliados

Imagem:Reprodução 


PABLO RODRIGO Folha de São Paulo


 O governador de Mato Grosso, Pedro Taques (PSDB), ex-procurador que ganhou destaque por combater a corrupção, entra no último ano de mandato com seu futuro político incerto, após denúncias sobre seu governo.A tentativa de reeleição dependerá da colaboração de poucos aliados que o tucano ainda tem. Caso contrário, poderá disputar novamente uma cadeira no Senado.Em 2015, Taques ganhou projeção nacional ao ser o primeiro governador a apoiar o impeachment de Dilma Rousseff. Em seguida, deixou o PDT e se filiou ao PSDB tendo o então presidente do partido, Aécio Neves, como um dos principais apoiadores.Taques tem como padrinho político o ministro da Agricultura, Blairo Maggi (PP), que deve ser peça fundamental em 2018.

Ex-procurador da República, Taques ingressou na política após ter se destacado em casos de combate a corrupção ao crime organizado. Em 2002, assinou o pedido de prisão que levou o senador Jader Barbalho (PMDB-PA) à cadeia.Também liderou as investigações que resultaram na Operação Arca de Noé em Mato Grosso, com a prisão do ex-bicheiro João Arcanjo Ribeiro, então chefe do crime organizado no Estado.Após passar anos sob escolta policial, Taques deixou a carreira em 2009 para disputar o Senado em 2010 e, após quatro anos, o governo. Venceu nas duas.

CAIXA DOIS

Após três anos de governo, Taques se tornou alvo da delação do ex-governador pelo PMDB Silval Barbosa.Hoje em prisão domiciliar, Barbosa disse em depoimento que houve caixa dois em 2014 na eleição do atual governador e que liberou R$ 10 milhões para a campanha do hoje tucano.Taques falou na época que o delator foi seu adversário político e que hoje tenta "fazer vingança pessoal".O governador também viu seu nome ser envolvido em um suposto esquema de fraudes em licitações na Secretaria da Educação de Mato Grosso, com pagamento de propina de empresários com o objetivo de quitar dívidas de campanha.O caso, revelado em 2016, levou o ex-secretário Permínio Pinto para a cadeia.Recentemente Taques se tornou investigado pelo Superior Tribunal de Justiça por conta do chamado "escândalo dos grampos", que envolvia uma central de interceptações telefônicas clandestinas contra adversários políticos, advogados, jornalistas e magistrados.Ele nega ter cometido qualquer irregularidade e defendeu a investigação para que o assunto seja esclarecido.Na administração pública, o governador do PSDB também vem enfrentando percalços com os servidores.

A crise financeira do Estado fez com que os salários dos funcionários fossem escalonados por alguns meses, após 20 anos de pagamento em dia.À reportagem Pedro Taques evitou falar sobre as eleições deste ano. O assunto, diz, só será discutido por ele a partir de março. "Atualmente sou candidato a ser um bom governador para o meu Estado".

 

 

 

 




Fonte: Folha de SĂŁo Paulo
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