QUEM SOMOS   I   CONTATO

Content on this page requires a newer version of Adobe Flash Player.

Get Adobe Flash player

Juara/MT - 22 de Setembro de 2018
notícias
 Pol√≠tica
     
José Riva diz que foi convidado para participar de esquema de desvio no Detran-MT

Imagem:Reprodução


Por Cristina Mayumi, TV Centro América


O ex-deputado estadual José Riva afirmou que foi convidado a participar do esquema de fraudes em contratos no Departamento de Trânsito de Mato Grosso (Detran-MT), investigado na Operação Bereré, deflagrada pela Polícia Civil e pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público Estadual (MP-MT).Em depoimento ao MP e à Delegacia Fazendária, na condição de colaborador, Riva disse que o convite foi feito a ele pelo deputado Mauro Savi (PSB), mas que não aceitou integrar o esquema.O ex-parlamentar afirmou que voltou a ser procurado por Savi em 2014, que estaria atrás de dinheiro para a campanha eleitoral dele. Riva disse que não deu dinheiro ao deputado, afirmando que Savi já recebia muitas propinas do Detran. O deputado, então, teria justificado que o valor recebido do Detran era repartido com o ex-deputado federal Pedro Henry e o atual presidente da Assembleia Legislativa (ALMT), Eduardo Botelho (PSB).

Riva ainda deu detalhes de políticos e intermediários deles na hora de fraudar milhões em receitas do Detran. Entre eles estão Claudemir Pereira dos Santos e Dalton Luiz Santos, que seriam homens de atuavam para Mauro Savi e tiveram verbas bloqueadas na Operação Bereré. Outro citado é Roque Anildo Reinhemer, que também teve dinheiro bloqueado judicialmente. De acordo com o ex-deputado, Roque seria ligado a Eduardo Botelho.Mauro Savi (à esquerda) e Eduardo Botelho (à direita) são investigados por participação em esquema no Detran (Foto: Karen Malagoli Veiga/ Marcos Lopes da Silva/ALMT) Mauro Savi (à esquerda) e Eduardo Botelho (à direita) são investigados por participação em esquema no Detran (Foto: Karen Malagoli Veiga/ Marcos Lopes da Silva/ALMT)

Mauro Savi (à esquerda) e Eduardo Botelho (à direita) são investigados por participação em esquema no Detran (Foto: Karen Malagoli Veiga/ Marcos Lopes da Silva/ALMT)Savi e Botelho são apontados pelas investigações como os cabeças do esquema que usou empresas de fachada para desviar dinheiro da prestação de serviços do Detran.

Durante o depoimento, Riva ainda apresentou mais nomes, muitos deles de envolvidos em uma rede de esquemas de corrupção que roubou o dinheiro em diferentes áreas públicas do estado, como, por exemplo, Francisvaldo Mendes Pacheco, que já foi preso e responde por desvio de verbas na AL. Ele seria ligado ao deputado Romoaldo Júnior (MDB).Outro nome relacionado por Riva dentro do esquema de fraude no Detran seria o de Moisés Dias da Silva, que foi assessor do deputado Guilherme Maluf (PSDB) e aparece como intermediador de outro esquema: a fraude também milionária em licitações para construção e reforma de escolas estaduais, entre 2015 e 2016, investigada na Operação Rêmora.Riva ainda citou nomes de pessoas ligadas a deputados estaduais que teriam participado do esquema no Detran e que seria intermediários dos deputados Alexandre César (PT), Baiano Filho (MDB), José Domingos Fraga (PSD), Wilson Santos (PSDB) e Luciane Bezerra (PSB), que hoje é prefeita afastada em Juara, a 690 km de Cuiabá.

O deputado ainda relacionou o nome de Paulo Taques, primo do governador Pedro Taques (PSDB), como um dos envolvidos no esquema apurado na Operação Bereré, apontando-o como um dos beneficiados com a partilha da propina do Detran. Na época, Paulo Taques ainda não havia assumido a Casa Civil.

Riva não deu detalhes de qual seria a participação do ex-chefe da Casa Civil no esquema do Detran, mas documentos entregues ao MP indicam que advogados do escritório de advocacia de Paulo Taques teriam assinado um contrato com uma das empresas investigadas na operação.Tratam-se de procurações dadas pela EIG Mercados Ltda para serviços de assessoria jurídica. A EIG teria contratado um escritório em Brasília para fornecer tais serviços, mas o escritório estendeu esse trabalho a outros cinco advogados, entre eles, Augusto Cezar de Aquino Taques e Pedro Jorge Zamar Taques.O contrato foi assinado em 6 de outubro de 2014, um dia após a eleição ao governo do estado, vencida por Pedro Taques, ou seja, a oposição alega que pode ter havido uma interferência nas ações do governo para que não houvesse o rompimento do contrato do EIG, que foi mantida atuando no Detran mesmo sob suspeita de participar de fraudes no Detran.No entanto, segundo a Controladoria-Geral do Estado, o contrato só não foi rompido antes porque havia uma multa prevista.

Outro lado

Paulo Taques negou as acusações e disse que, entre 2010 e 2014, não conhecia o deputado Mauro Savi e não ocupava cargo público. Já Mauro Savi disse que desconhece qualquer esquema de corrupção no Detran e que vai se pronunciar quando o inquérito for instaurado.

Eduardo Botelho informou que só vai se manifestar na próxima semana. Luciane Bezerra informou que também não vai ser pronunciar sobre o caso agora.Moisés da Silva disse que já foi ouvido na Defaz e apresentou todos os esclarecimentos necessários.José domingos fraga não retornou às ligações da reportagem. Não conseguimos contato com Claudemir Pereira dos Santos, Dalton Luiz Santos e Francisvaldo Mendes Pacheco.Os demais citados negam envolvimento com o esquema.

 

 





Fonte: G1MT
 0 Coment√°rios  |  Comente esta mat√©ria!
 Mais Pol√≠tica
17/08/2018
16/08/2018
15/08/2018
14/08/2018
13/08/2018
09/08/2018
 menos  1   2   3   4   5   6   7   mais 
Artigos
EDITADO 3
Enquete

In√≠cio   -   Eventos   -   V√≠deos   -   Artigos   -   Empregos   -   O Povo Reclama   -   Recados   -   Conhe√ßa Juara
© 2018 - Juara Net